# Colapso de prédio em Madina, em Gana, teve obra sem alvará, andar extra e ordens de embargo ignoradas, aponta comitê técnico

- Publicado: 06.Nov.2026
- Assunto: Falhas estruturais e colapsos
- Endereço: https://nexocausal.eng.br/artigos/colapso-predio-madina-gana-andar-extra-sem-alvara/
- Fonte original: MyJoyOnline, https://www.myjoyonline.com/joint-technical-committee-releases-preliminary-findings-on-madina-building-collapse/, 08.Jun.2026 (inglês)
- Marcadores: colapso de edifício, Gana, alvará de obra, colapso progressivo, perícia estrutural
- Como citar: NEXO CAUSAL, "Colapso de prédio em Madina, em Gana, teve obra sem alvará, andar extra e ordens de embargo ignoradas, aponta comitê técnico", 06.Nov.2026, https://nexocausal.eng.br/artigos/colapso-predio-madina-gana-andar-extra-sem-alvara/

## O que importa

- Um comitê técnico de Gana concluiu, em avaliação preliminar divulgada em 8 de junho de 2026, que o prédio desabou por falhas de projeto, de execução e por obra irregular.
- Os investigadores encontraram um andar extra em construção e obras mantidas mesmo depois de ordens de embargo da prefeitura.
- Amostras de concreto e de aço seguem para laboratório, e o relatório final ainda não tem data.

Um comitê técnico conjunto de Gana divulgou em 8 de junho de 2026 a avaliação preliminar do colapso de um prédio na área da Assembleia Municipal de La Nkwantanang Madina, em Gana, e o resultado aponta uma combinação de problemas de regulação, de projeto e de execução.

O comitê reúne a Divisão Estrutural do Instituto de Engenharia de Gana (GhIE), o Instituto de Engenharia e Tecnologia de Gana (IET-Gh) e o Conselho de Registro de Arquitetura (ARC), que são os órgãos técnicos e de registro profissional do país.

## O que o comitê apurou

Segundo o comitê, o colapso foi causado por uma combinação de descumprimento de regras, deficiências estruturais e práticas de construção inseguras.

A obra não tinha as aprovações exigidas, como os projetos arquitetônico e estrutural aprovados, o alvará de construção e outros documentos técnicos obrigatórios.

A prefeitura havia emitido ordens de embargo, e mesmo assim as atividades de construção continuaram.

No momento do colapso, um andar adicional estava sendo construído sobre o prédio, o que acrescentou cargas para as quais a estrutura não tinha sido projetada nem verificada.

Segundo a fonte, havia pessoas ocupando partes do edifício enquanto as obras aconteciam.

## Falhas no caminho das cargas

A avaliação preliminar identificou pilares de carga descontínuos, ou seja, pilares que não formavam uma linha contínua de apoio até a fundação.

Também foram apontados sistemas de apoio insuficientes, concreto de baixa qualidade e armadura mal detalhada.

Essas deficiências, somadas, comprometeram a capacidade de a estrutura levar as cargas até o solo com segurança.

O padrão de ruína observado no local é compatível com um colapso progressivo, em que a falha de elementos-chave derruba pavimentos em sequência, o que os engenheiros chamam de colapso em panqueca.

## Por que a sequência dos fatos importa

Para a perícia, a ordem entre o embargo, a obra do andar extra e o colapso é um dado que pode ser cruzado com a linha do tempo da construção.

Os registros da prefeitura, as notificações enviadas à obra e as datas de cada etapa servem para mostrar quem sabia do problema e quando.

Sem o projeto aprovado, a conferência precisa comparar o que foi construído com o que deveria ter sido construído, peça por peça.

## O que vem a seguir

Amostras de concreto e de aço da armadura foram recolhidas e enviadas a laboratório para verificar a conformidade com as normas de engenharia aplicáveis.

O comitê recomendou que a Organização Nacional de Gestão de Desastres (NADMO) mantenha o perímetro isolado e desmonte com cuidado as partes instáveis que restaram.

O comitê prometeu um relatório final após os ensaios e a investigação técnica complementar, sem data divulgada na fonte.

As três entidades se comprometeram a apoiar as autoridades na apuração de responsabilidades e no reforço da fiscalização de obras.

O comitê manifestou condolências à família da vítima fatal e desejou recuperação aos cinco feridos que recebem tratamento médico.
