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NEXO CAUSAL
Incêndios e explosões

Reino Unido abre consulta sobre segurança de secadoras de roupa após notificações de incêndios domésticos

Ilustração em gravura da porta redonda de uma secadora de roupa, com o tambor visto de frente
Imagem ilustrativa gerada por IA

O Office for Product Safety and Standards (OPSS), órgão do governo britânico responsável pela segurança de produtos, pediu em 28 de outubro de 2026 que outras partes interessadas enviem dados e evidências sobre secadoras de roupa fornecidas para uso no Reino Unido, como parte de um estudo sobre o risco de incêndio desses aparelhos.

Por que o órgão quer as evidências

Segundo o pedido, o motivo é o volume de notificações de produtos que identificam a secadora como possível causa de incêndios em residências, e a agência quer que sua compreensão sobre o que torna essas máquinas seguras acompanhe as evidências mais recentes e os avanços tecnológicos.

O órgão também quer entender as causas subjacentes dos incêndios que lhe foram notificados, para saber quais evidências indicam o que torna um modelo seguro.

Um estudo de produto com três tecnologias

A OPSS informa que vai iniciar um estudo de produto para entender melhor as secadoras e os riscos de propagação de incêndio no mercado britânico, com aparelhos de diferentes faixas de preço, fabricantes e marcas.

Entre as tecnologias citadas estão as secadoras de bomba de calor, as de condensação e as ventiladas.

O órgão afirma que a marca de cada aparelho examinado não será publicada no relatório do estudo.

O que o estudo pretende avaliar

Segundo o pedido, o trabalho deve incluir ensaios de produto e uma avaliação técnica comparativa de componentes, configurações e tecnologias usadas nas secadoras.

Os temas listados são os perigos de incêndio, os caminhos de ignição e de propagação do fogo que sejam críveis, os recursos de projeto e de construção críticos para a segurança, os sistemas de detecção, mitigação e contenção do fogo, a cadeia de suprimentos e a facilidade de reparo do aparelho.

O que cada contribuição deve informar

A agência pede que cada contribuição identifique a fonte, o escopo e a data da evidência, além dos tipos de produto, os modelos, os períodos de fabricação e os mercados cobertos pelo dado.

Também pede que a metodologia usada seja descrita, junto com as limitações relevantes de cada levantamento, e que o contato para perguntas de acompanhamento seja informado.

Quem enviar informação confidencial deve marcá-la e explicar a base para tratá-la de forma reservada, porque o que não estiver identificado como confidencial pode ser compartilhado com outras autoridades públicas ou citado nos resultados.

O pedido acrescenta que casos reais com dados pessoais de terceiros devem ser anonimizados antes do envio.

Prazo e forma de envio

As respostas devem ser enviadas por e-mail à OPSS até 1 de dezembro de 2026, com um assunto que comece por “Tumble dryer product study” e indique que se trata de evidências de partes interessadas.

Quem preferir passar as informações em conversa direta com a agência pode pedir esse formato no próprio e-mail.

A OPSS diz que as contribuições vão complementar os seus próprios testes, análises e contatos, e que servirão de base para trabalhos regulatórios, de fiscalização ou de normas futuras.

Limites do pedido

A página publicada não traz dados de ocorrência, número de incêndios por modelo nem resultados de ensaio, e por isso não permite estimar a frequência do problema nem comparar marcas.

Fonte original: GOV.UK, Office for Product Safety and Standards (OPSS), 28.Out.2026.

Marcadores: secadora de roupa, incêndio doméstico, segurança de produtos, consulta pública, Reino Unido.

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