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NEXO CAUSAL
Perícia digital

Ataque hacker a banco francês e rastreamento de US$ 133 milhões em criptomoedas

Moedas douradas saindo de uma porta redonda de cofre de pedra, com fundo azul escuro
Imagem ilustrativa gerada por IA

O banco cooperativo francês Crédit Mutuel Arkéa confirmou um ataque cibernético que permitiu transações fraudulentas, e um investigador de blockchain estima que mais de US$ 133 milhões em criptomoedas tenham saído de contas em corretoras depois dessa invasão.

Como o caso veio à tona

O caso começou em 2 de novembro de 2026, quando o investigador conhecido como ZachXBT, que faz rastreamento de fraudes com criptomoedas, identificou mais de US$ 106 milhões retirados de contas em corretoras centralizadas por uma entidade europeia que não foi identificada no primeiro momento.

Depois, ele rastreou cerca de US$ 27 milhões em saques adicionais e elevou o total para mais de US$ 133 milhões, e as reportagens passaram a ligar o caso ao Crédit Mutuel Arkéa, que confirmou o ataque em comunicado.

O que o banco disse

Em comunicado de 4 de novembro, o banco afirmou ter sido alvo de um ataque cibernético que permitiu a realização de transações fraudulentas, e disse que o incidente foi resolvido e está sob controle.

O grupo não divulgou a perda exata, afirmou que os depositantes não arcarão com as consequências e alertou para possíveis tentativas de phishing depois do episódio.

Segundo a reportagem que cita o comunicado, o banco disse ainda que os valores envolvidos não seriam capazes de abalar a solidez financeira do grupo, que atende mais de 5,8 milhões de clientes e associados.

O rastro no blockchain

A empresa de análise Bitquery identificou cerca de US$ 108,8 milhões em USDC retirados das contas nas corretoras Kraken, Crypto.com e OKX, com 178 transações enviadas a 15 carteiras em cerca de 21 horas.

A própria Bitquery observou que os números dela e os de ZachXBT medem escopos diferentes de rastreamento, por isso os dois valores não devem ser somados.

Na noite de 1 para 2 de novembro, parte do dinheiro foi convertida em cerca de US$ 63 milhões em stablecoins trocados por 27.553 ETH, com passagem pelo protocolo UniswapX.

Depois disso, os fundos passaram por serviços de troca instantânea e pela moeda de privacidade Monero (XMR), o que dificulta identificar os destinatários finais.

A origem ainda não está confirmada

Um jornalista francês citado pela mesma reportagem relatou que o golpe teria começado pelo Fortuneo, banco online ligado ao Arkéa, e não por uma invasão a uma corretora de criptomoedas.

Segundo essa versão, transferências não autorizadas em moeda tradicional foram enviadas para contas abertas em corretoras com identidades falsas, e só depois o dinheiro foi convertido em ativos digitais e retirado.

O banco não detalhou como os criminosos chegaram à sua infraestrutura, e a reportagem registra que esse método segue sem confirmação.

O que a perícia digital precisa responder

ZachXBT criticou a demora na divulgação e afirmou que mais de US$ 30 milhões, que poderiam ter sido congelados, já tinham saído do alcance dos canais comuns de recuperação.

Para a perícia digital, o caso reúne três perguntas: como o acesso à infraestrutura bancária foi obtido, quais contas de corretoras receberam o dinheiro e em que momento os valores ainda poderiam ser bloqueados.

O caso também mostra, segundo a análise publicada, que uma fraude bancária convencional pode virar lavagem de criptomoedas sem nenhuma invasão à infraestrutura das redes de blockchain.

Enquanto o banco não publicar o valor exato e o método de acesso, o número de US$ 133 milhões deve ser tratado como estimativa do investigador, e não como perda confirmada.

Fonte original: Bitcoin.com News, 04.Nov.2026.

Marcadores: Crédit Mutuel Arkéa, ataque hacker, criptomoedas, rastreamento em blockchain, lavagem de dinheiro.

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