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NEXO CAUSAL
Perícia digital

Bybit processa Coreia do Norte e grupo Lazarus por roubo de US$ 1,5 bilhão e obtém liminar para congelar ativos

Martelo de madeira de juiz ao lado de uma moeda digital brilhante sobre uma mesa de tribunal
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em 8 de agosto de 2026, a Bybit anunciou uma ação civil nos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, seu Escritório Geral de Reconhecimento e o grupo Lazarus, e informou que obteve uma liminar para congelar ativos identificados como roubados.

O roubo e o processo

O ataque de fevereiro de 2025 levou cerca de US$ 1,5 bilhão da corretora, e a Bybit atribui o roubo ao grupo Lazarus, que as autoridades dos Estados Unidos identificaram como ligado à Coreia do Norte.

A ação foi protocolada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia, e as pessoas que movem ou recebem os fundos, ainda não identificadas, entraram no processo como réus John Doe.

O juiz registrou que a Bybit demonstrou probabilidade de sucesso no mérito, um dos requisitos usuais para a concessão de uma liminar desse tipo.

A liminar proíbe a transferência ou a dissipação dos ativos identificados enquanto o processo tramita, e a empresa diz que pretende pedir outras medidas judiciais.

A ação civil corre separadamente das investigações criminais conduzidas pelas autoridades americanas, e a Bybit afirma que continua colaborando com o FBI, compartilhando inteligência em blockchain.

Os números da recuperação

Segundo a Bybit, cerca de US$ 48,4 milhões foram recuperados e cerca de US$ 30,5 milhões estão congelados em mais de 28 corretoras e custodiantes.

Somados, esses dois valores equivalem a cerca de 5% do total roubado, cálculo feito sobre os US$ 1,5 bilhão informados pela própria empresa.

Esses números vêm da própria Bybit e não foram verificados de forma independente nas fontes consultadas.

Em abril de 2026, segundo o cofundador e CEO Ben Zhou, cerca de 69% dos recursos ainda eram rastreáveis, 28% tinham sumido de vista e 4% tinham sido congelados.

Segundo a mesma reportagem, grande parte do ETH roubado foi convertida em bitcoin e enviada por misturadores de criptomoedas.

Ações de outras autoridades

A empresa cita ainda a atuação das autoridades alemãs contra a corretora eXch, que foi desmantelada, e a desarticulação do Cryptomixer.io por autoridades alemãs e suíças.

Segundo a Bybit, essas ações removeram canais usados para movimentar recursos de origem ilícita.

O que o caso ensina à perícia

O processo mostra que o rastreamento em blockchain pode servir de base para um pedido de bloqueio contra endereços que ainda não têm dono identificado.

Para a perícia digital, a questão prática é a mesma de qualquer caso de roubo em criptomoedas: o dinheiro precisa estar em um ponto de bloqueio, como uma corretora ou um ativo com emissor, antes que a movimentação encerre a janela de ação.

A ação também mostra que a via civil pode correr em paralelo à criminal, com pedidos de bloqueio que não dependem de uma condenação.

Enquanto o processo não tiver decisão de mérito, as alegações sobre a autoria e a extensão do roubo seguem como posição da Bybit e das autoridades citadas.

Fonte original: EQS-News (comunicado da Bybit), 08.Ago.2026.

Marcadores: Bybit, Lazarus, Coreia do Norte, criptomoedas, congelamento de fundos, ação civil.

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