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NEXO CAUSAL
Acidentes de trabalho e máquinas

Coreia do Sul tem o menor número de mortes no trabalho da série, mas mortes em incêndios e explosões sobem 46%

Vista aérea de tanques de armazenamento queimados numa fábrica de produtos químicos, com espuma branca no chão e tanques intactos ao lado
Foto: Yonhap, conforme Asia Economy

O número de trabalhadores mortos em acidentes de trabalho na Coreia do Sul caiu ao menor nível desde o início da série estatística, em 2022, mas as mortes em incêndios e explosões aumentaram 46,2% e as da indústria de transformação 10,9%, segundo os dados do terceiro trimestre de 2026 divulgados em 20 de outubro de 2026 pelo Ministério do Emprego e do Trabalho e noticiados pelo jornal econômico Asia Economy em reportagem de Lee Dong-woo.

Os números do período

De janeiro a setembro, os acidentes fatais sujeitos a investigação do ministério mataram 366 trabalhadores em 342 ocorrências, contra 457 mortes em 440 ocorrências no mesmo período de 2025, uma queda de 91 mortes (19,9%), puxada pela construção civil, que passou de 210 para 150 mortes, e pelos demais setores, como serviços, que caíram de 128 para 84.

Parte dos analistas atribuiu a queda na construção ao desaquecimento do setor, mas o chefe da área de segurança e saúde industrial do ministério, Ryu Hyun-cheol, disse que a retração não explica sozinha o resultado, porque o número de trabalhadores da construção caiu de 4% a 5% enquanto o de canteiros de obra ativos aumentou, segundo o jornal Herald Business.

As quedas de altura, o tipo de acidente que mais mata no país, recuaram de 199 para 124 mortes, o que corresponde a 82,4% da redução total, enquanto as mortes por esmagamento ou capotamento subiram de 30 para 41 e as por prensamento em máquinas, de 37 para 40.

Incêndios e explosões na contramão

O número de incêndios e explosões fatais caiu de 21 para 17, mas as mortes nesses acidentes subiram de 26 para 38, porque uma sequência de grandes acidentes matou várias pessoas de uma vez, e a média de mortos por ocorrência passou de 1,24 para 2,24.

Entre esses casos estão o incêndio de março na fábrica de autopeças da Anjeon Industrial, em Daejeon, que matou 14 pessoas, a explosão de junho na unidade da Hanwha Aerospace em Daejeon, com cinco mortos, e o incêndio de agosto numa fábrica de gordura animal, que matou três trabalhadores.

Por causa desses acidentes, a indústria de transformação foi na direção oposta à dos outros setores, e, embora o número de acidentes fatais tenha caído de 115 para 113, as mortes subiram de 119 para 132, com alta de 30,9% nas empresas com 50 ou mais empregados, de 55 para 72, justamente as que têm estrutura de gestão de segurança e são o foco da lei coreana de punição de acidentes graves.

As mortes de trabalhadores estrangeiros na indústria subiram de 18 para 24, o que fez a participação deles nas mortes do setor passar de 15,1% para 18,2%, e Ryu atribuiu o aumento ao trabalho em empresas pequenas e de alto risco e às barreiras de idioma, prometendo ampliar o treinamento básico de segurança e saúde.

As medidas anunciadas

Ryu disse ao jornal Seoul Shinmun que, para evitar novos casos, o governo pretende ampliar os setores obrigados a adotar a gestão de segurança de processos (PSM) e reforçar, junto com outros ministérios, a fiscalização dos estabelecimentos de risco, e lembrou que incêndios em fábricas também atingem quem vai combatê-los, como no caso de um bombeiro que morreu um dia depois de combater um incêndio numa fábrica de Bucheon, em 16 de outubro de 2026, ocorrência que ficou fora do período da estatística.

Em novembro, o ministério fará uma fiscalização concentrada nos locais com risco de incêndio e explosão, com o Ministério do Interior e da Segurança, a Agência Nacional de Bombeiros e os governos locais, e em 2027 pretende destinar 40,1 bilhões de wons ao apoio a instalações e equipamentos de prevenção de incêndio e explosão em empresas pequenas e médias.

Fonte original: Asia Economy (아시아경제), Lee Dong-woo, 20.Out.2026.

Marcadores: acidente de trabalho, incêndio industrial, explosão, estatística, Coreia do Sul.

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