Troca de poste encostou em linha de transmissão energizada na Flórida e matou um trabalhador, diz fiscalização dos Estados Unidos

A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) divulgou em 13 de março de 2026 a autuação da empresa Primoris Services Corp., que atua como Primoris T&D Services LLC, por um acidente fatal numa obra de linha de transmissão em Seminole, na Flórida.
O caso tem um ponto técnico claro, que é a aproximação de uma equipe com um poste contra uma linha aérea energizada, e por isso ele interessa à perícia de eletricidade e à análise de risco de trabalho em altura.
O que aconteceu em Seminole
Segundo o comunicado da OSHA, a empresa é contratada da Duke Energy e o acidente aconteceu no condado de Pinellas, em agosto de 2025.
A equipe substituía um poste de energia quando o poste encostou numa linha aérea de transmissão que estava energizada.
Um linheiro morreu eletrocutado, e outros dois trabalhadores foram hospitalizados, sem detalhes publicados sobre as lesões.
O comunicado não descreve com mais detalhes a sequência de movimentos da equipe antes do contato.
As três infrações apontadas
A OSHA classificou as infrações como graves, e a primeira delas é a falta de garantia de distância mínima de aproximação das partes energizadas expostas, ou de desligamento da linha antes do trabalho.
A segunda é a falta de um observador designado, responsável por acompanhar a distância entre os trabalhadores e a linha e avisar quando a equipe chegar perto demais.
A terceira é a falha em garantir que o briefing de segurança da equipe cobrisse as precauções especiais exigidas para trabalhar sob uma linha de transmissão energizada.
A multa proposta foi de US$ 49.650, e a agência avisou que o valor e as autuações podem mudar com o andamento do processo.
O que a contestação deixa em aberto
A empresa contestou as autuações perante a Comissão Independente de Revisão de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHRC), que decide se as infrações se confirmam.
O comunicado não traz os números das normas violadas nem o valor da distância mínima de aproximação aplicável à tensão daquela linha, e esses dados precisam ser buscados no próprio processo.
Para o perito, a lacuna importante é saber se a equipe tinha o desligamento solicitado, se o observador estava no lugar e quanto a máquina se aproximou da linha no momento do contato.
Por que a distância importa para a perícia
A distância mínima de aproximação é o limite de segurança que separa a equipe da parte energizada, e ela cresce com a tensão da linha.
Quando a equipe ultrapassa esse limite, o ar entre o equipamento e o cabo pode conduzir a corrente sem contato direto, e por isso a perícia costuma reconstituir a posição da máquina, da escada e do poste.
Os registros de reunião de segurança, os nomes dos responsáveis e a escala da equipe completam a prova, porque mostram quem sabia do risco e quem deveria controlá-lo.
Fonte original: U.S. Department of Labor, OSHA (comunicado 26-158-ATL), 13.Mar.2026.
Marcadores: eletrocussão, linha de transmissão, distância mínima de aproximação, OSHA, trabalho em altura.