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NEXO CAUSAL
Incêndios e explosões

Baterias de lítio em caixas de ferramentas causaram incêndio que matou bombeiro em Boston

Caixa de ferramentas de plástico aberta, com baterias cinzas dentro e fumaça subindo ao fundo, numa varanda de madeira
Imagem ilustrativa gerada por IA

As autoridades de Boston afirmaram na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, que o incêndio que matou o bombeiro Robert Kilduff Júnior em maio começou com a fuga térmica de várias baterias de íons de lítio guardadas em caixas de ferramentas de plástico, numa varanda fechada do terceiro andar de uma casa em Dorchester, e esse é o primeiro resultado oficial sobre a causa do fogo.

O que as autoridades concluíram

O comissário de bombeiros Rodney Marshall anunciou a conclusão numa coletiva de imprensa ao lado da prefeita Michelle Wu, e o fogo, segundo ele, começou na parte de trás do prédio, justamente no espaço fechado da varanda do terceiro andar onde as baterias estavam guardadas.

A fuga térmica, na explicação técnica usada pelo comissário, acontece quando a bateria produz mais calor do que consegue dissipar, e esse processo se alimenta até virar fogo.

O incêndio atingiu a casa da Treadway Road, número 18, em 23 de maio de 2026, e o bombeiro Kilduff, de 53 anos, morreu depois de cair da varanda do terceiro andar, segundo as reportagens sobre o caso.

Kilduff era bombeiro de terceira geração da família, tinha 24 anos de serviço no Corpo de Bombeiros de Boston e havia servido como veterano da Marinha dos Estados Unidos.

O que ainda está sendo investigado

A apuração sobre a morte do bombeiro não terminou com o anúncio, porque o Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (Niosh) e o conselho de investigação do Corpo de Bombeiros de Boston seguem examinando todas as circunstâncias da tragédia.

Marshall afirmou que os resultados desses dois trabalhos serão divulgados quando forem concluídos, sem prazo definido, e essa separação importa para a perícia, porque a causa do incêndio é uma coisa e as condições que levaram à morte no terceiro andar são outra, sendo que o comunicado de Boston trata apenas da primeira.

O caso também mostra um ponto de método que vale para qualquer incêndio com objetos eletrônicos, já que a origem foi localizada no espaço fechado da varanda e a causa foi atribuída a objetos guardados nele, o que obriga a investigação a esclarecer o estado de cada bateria, a forma de carga e a maneira de armazenamento antes de fechar o laudo.

O que as autoridades recomendam

Marshall afirmou que essas baterias devem ser carregadas, manuseadas e guardadas de acordo com as orientações do fabricante e com os padrões de segurança estabelecidos, porque carga ou armazenamento inadequados criam sérios riscos de incêndio.

O chefe de distrito Keith Kelley orientou que o usuário verifique se a bateria tem certificação de um laboratório reconhecido nacionalmente, como a Underwriters Laboratories (UL), use o produto apenas para a finalidade prevista e carregue a bateria com o carregador original, sobre uma superfície dura e em temperatura ambiente.

Kelley também afirmou que, à medida que mais baterias entram nas casas, haverá mais acidentes.

A prefeita Michelle Wu disse que as baterias sustentam grande parte da vida diária, mas também carregam riscos muito sérios, e por isso a cidade quer educar os moradores sobre os perigos e sobre a forma de evitar incêndios como esse.

Por que o caso interessa ao leitor

Para quem acompanha perícia de incêndio, a história de Dorchester junta três etapas que costumam aparecer separadas: a identificação do ponto de origem, a conclusão sobre a causa e a apuração das responsabilidades e das condições de trabalho.

Até agora, as autoridades divulgaram a primeira e a segunda etapa, e a terceira depende do que o Niosh e o conselho de investigação vão publicar, de modo que o caso segue em aberto para a leitura técnica.

Enquanto isso, o episódio reforça a recomendação de guardar baterias de lítio longe de áreas fechadas e de usar apenas carregadores originais e certificados, que é o ponto prático que o próprio comunicado de Boston aponta para os moradores.

Fonte original: Boston.com, 04.Nov.2026.

Marcadores: baterias de lítio, fuga térmica, incêndio em Boston, bombeiros, perícia de incêndio.

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