Queda de forro em salão de vendas de Daegu fere 38 pessoas e polícia investiga reparo antigo e possíveis camadas acrescentadas

O forro suspenso do segundo andar de um prédio comercial de quatro andares no bairro de Gwaneum-dong, no distrito de Buk, em Daegu (Coreia do Sul), caiu por volta das 10h16 de sábado, 10 de outubro de 2026, durante um evento de venda de utensílios de cozinha e outros produtos voltado a idosos, e deixou 38 das 66 pessoas presentes com ferimentos leves, segundo os bombeiros e a polícia de Daegu.
Como o forro caiu
O que desabou foi o forro, montado abaixo da laje de concreto para esconder tubulação e fiação, e não a estrutura do prédio, porque, segundo a polícia, o acabamento e a estrutura de aço que o sustentava caíram juntos enquanto a estrutura de concreto, concluída em 1994, ficou de pé.
O acabamento de um dos lados cedeu primeiro e, em cerca de 10 segundos, as outras seções do forro foram caindo uma depois da outra, segundo o Korea JoongAng Daily, e o Kyunghyang Shinmun informou que a análise das câmeras internas e dos destroços indicou que a queda começou sobre o palco montado na frente, à esquerda, do lado oposto à entrada do andar.
As pessoas presentes, de 60 a 80 anos, saíram do prédio por conta própria e se feriram na fuga, com arranhões causados pelos destroços, segundo os bombeiros, e, até a segunda-feira, 12 de outubro de 2026, 18 tinham sido atendidas em hospital e cinco seguiam internadas, sem risco de morte.
Os bombeiros mandaram 60 profissionais e 14 equipamentos para a busca e o isolamento do local, e a varredura feita depois da saída de todos não encontrou outras vítimas.
A equipe de investigação
A Polícia Metropolitana de Daegu montou no mesmo sábado uma equipe exclusiva de 33 integrantes, chefiada pelo chefe da unidade de investigação metropolitana, com 23 policiais de três unidades, entre elas a de investigação de acidentes graves, seis peritos criminais, dois agentes de comunicação e dois de proteção às vítimas, segundo o The Herald Business.
No domingo, 11 de outubro de 2026, a polícia fez uma perícia conjunta no local, por cerca de duas horas a partir das 9h, com o Serviço Nacional de Perícia Forense (National Forensic Service), a prefeitura de Daegu e a administração do distrito de Buk, para examinar como o acabamento tinha sido instalado e por que caiu.
A perícia constatou que o forro tinha três camadas, com placas de gesso e de papelão sobre a estrutura de aço, e a polícia apura se o forro foi instalado assim desde o início ou se camadas foram acrescentadas depois, além de examinar as 10 luminárias que o vendedor prendeu no forro ao preparar o evento.
Um policial disse ao Kyunghyang Shinmun que o exame detalhado vai mostrar se a queda se deveu à carga, a defeito da estrutura ou ao envelhecimento, e a polícia estimou em cerca de duas semanas o prazo para o resultado.
Reparo antigo e responsabilidade
O andar funcionou como salão de bilhar até a troca de operador, por volta de 2019, e o forro passou por um reparo depois disso, e o primeiro operador do salão disse à polícia, na prática, que a estrutura do forro no dia do acidente era diferente da que existia no tempo dele.
A polícia indiciou o vendedor, que alugou o andar vazio por um mês a partir de 3 de outubro de 2026, por lesão corporal culposa no exercício da atividade, sob a acusação de não ter garantido a segurança dos clientes, e ouviu como testemunhas o filho do proprietário, que administra o prédio, e um antigo operador do salão de bilhar.
Os investigadores concentram o trabalho em quem fez o reparo do forro, quando e o que foi feito, para decidir se um serviço malfeito causou a queda e se o proprietário e outros envolvidos também devem responder pela mesma acusação.
Um morador de 51 anos disse ao Kyunghyang Shinmun que, entre 2019 e 2020, os cabos que sustentavam o forro já estavam corroídos e esticados e parte do forro tinha cedido, que o operador do bilhar pediu um reparo com estrutura de aço leve e que o proprietário recusou por causa do custo, ficando só em remendos como pintura, e o jornal informou também que o evento acontecia sem a comunicação de atividade de vendas exigida pela administração do distrito.
Fora da inspeção obrigatória
Com 892m² de área construída total, o prédio não estava sujeito à inspeção periódica de segurança, que pelas regras atuais só alcança edificações com 3.000m² ou mais, segundo a administração do distrito de Buk.
A prefeitura de Daegu vai fazer, até dezembro, uma inspeção conjunta de técnicos públicos e privados em 1.743 prédios pequenos com 30 anos ou mais e área total entre 500m² e 1.000m², com foco em fissuras, deformações, descolamentos, danos e infiltrações nos elementos estruturais principais e nos acabamentos de forro, e vai orientar os donos e administradores de 22.435 prédios comerciais de bairro com 30 anos ou mais e até 1.000m² a conferir o forro dos seus imóveis.
Uma força-tarefa com o vice-prefeito de administração, os vice-chefes dos distritos e especialistas em arquitetura do setor privado vai acompanhar as inspeções e discutir mudanças na regulamentação, e o prefeito Choo Kyung-ho disse que a cidade vai agir rápido, com inspeções intensivas nas instalações antigas que escapam da fiscalização e com orientação de segurança aos proprietários.
Fonte original: Korea JoongAng Daily, Baek Kyung-seo, 12.Out.2026.
Marcadores: forro, queda de forro, inspeção predial, perícia, Coreia do Sul.