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NEXO CAUSAL
Falhas estruturais e colapsos

Viaduto ferroviário de 140 anos desaba no rio Spey, na Escócia, e socavação é a causa provável

Ilustração de um viaduto ferroviário de treliça de ferro sobre um rio largo, com um dos vãos caído na água
Imagem ilustrativa gerada por IA

Dois vãos do Spey Viaduct, também chamado de Garmouth Viaduct, ponte ferroviária de cerca de 140 anos sobre o rio Spey, no nordeste da Escócia, caíram no rio na manhã de 14 de dezembro de 2025, e os engenheiros do Moray Council, o conselho local que mantém a estrutura, apontam a socavação nas fundações como causa provável, embora a causa exata ainda dependa de uma investigação detalhada, segundo reportagem do Times of India publicada em 28 de outubro de 2026.

A estrutura

O viaduto foi construído entre 1883 e 1886 para a Great North of Scotland Railway, recebeu trens até o fechamento da ferrovia, em 1968, e desde então é mantido pelo conselho como trecho de caminhada e ciclismo da Moray Coastal Trail e da National Cycle Network Route 1, com acesso à Speyside Way.

Segundo o histórico publicado pelo conselho, a ponte tem 950ft (289,56m) de comprimento, um vão central em treliça arqueada de ferro forjado com 350ft (106,68m) e três vãos de aproximação de 100ft (30,48m) de cada lado, apoiados em pilares de caixões de ferro fundido preenchidos com concreto e cravados até a rocha a profundidades de 25ft (7,62m) a 35ft (10,67m), com exceção dos pilares da ponta oeste do vão central, que desceram até 75ft (22,86m).

O comprimento da obra foi definido pelo hábito do Spey de mudar de canal de tempos em tempos na planície perto da foz, e durante a construção o rio foi desviado para correr num canal único sob o vão central.

Socavação e mudança no curso do rio

Na avaliação inicial divulgada em 15 de dezembro de 2025, o conselho informou que o colapso parecia ter sido causado por socavação, processo em que a água em movimento rápido remove solo, areia ou cascalho em volta das fundações, dos pilares ou dos encontros de uma ponte até que a estrutura perca o apoio.

A última avaliação feita por engenheiro especialista, em 2023, não encontrou sinal de socavação, mas o conselho afirma que o caminho do fluxo do rio parece ter mudado ao longo do último ano, o que pode ter alterado a ação da água sobre os pilares.

A inspeção geral feita pelo inspetor de pontes do conselho em maio de 2025, que é visual e se repete a cada três anos, registrou necessidade de pintura do aço nos três vãos, perda de seção nas juntas sobrepostas, perda de argamassa nos pilares, um dos pilares do lado de montante trincado, madeira do piso com sinais de apodrecimento, parafusos soltos e sinais de socavação no leito sob o vão leste, e informou que as fundações não puderam ser inspecionadas com segurança, porque esse tipo de inspeção não alcança as partes submersas por causa da correnteza do Spey e da necessidade de apoio especializado.

Remoção antes da investigação

O conselho informou que a investigação começou, mas só pode ser concluída depois que os vãos caídos forem retirados do rio com segurança, quando serão examinados o que causou o colapso, o estado da estrutura remanescente e a viabilidade de recolocar o viaduto em uso.

Os engenheiros compararam duas formas de retirada, a de içar cada vão inteiro, estimada em mais de £1 milhão e com riscos de segurança pela instabilidade da estrutura e de danos adicionais, e a de cortar os vãos em partes menores e removê-las uma a uma, estimada em cerca de £500 mil, que foi a escolhida por ser mais segura para os trabalhadores e reduzir o risco de danificar o que restou da ponte.

Como o viaduto é protegido como patrimônio, o conselho pediu em fevereiro de 2026 a autorização específica para obras em bem tombado (Listed Building Consent) para desmontar os dois vãos, sem incluir no pedido reconstrução ou substituição.

De acordo com o The Highland Times, citado pelo Times of India, o contrato de remoção ficou com a TMS Ltd, empresa especializada em engenharia marítima e civil, depois de uma concorrência com quatro propostas, por cerca de £806 mil, valor bem acima da estimativa inicial.

A Transport Scotland, órgão de transportes do governo escocês, destinou £37 mil à investigação do colapso e da condição da estrutura, £16,5 mil a uma avaliação dos benefícios econômicos da travessia e £60 mil às primeiras rotas de desvio, num total de £113,5 mil, enquanto o conselho estima entre £1,5 milhão e £2 milhões o custo de uma travessia provisória pedida pela comunidade, opção que será analisada junto com a de recuperar o viaduto original.

Com o viaduto fechado, a travessia mais próxima fica em Fochabers, cerca de 3mi (4,83km) rio acima, segundo o The Highland Times.

Fonte original: The Times of India, 28.Out.2026.

Marcadores: ponte, socavação, colapso estrutural, Escócia, Reino Unido.

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