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NEXO CAUSAL
Reconhecimento facial

Ex-segurança diz em declaração à Justiça que o reconhecimento facial de um cassino de Reno errava até 12 vezes por turno

Ilustração de uma sala escura de operação com mesas, cadeiras vazias e luzes no teto
Imagem ilustrativa gerada por IA

Um ex-segurança do cassino Peppermill, em Reno, no estado americano de Nevada, afirmou numa declaração juramentada apresentada à Justiça federal que o sistema de reconhecimento facial do cassino errava com frequência e chegava a apontar 12 coincidências falsas com 100% de semelhança num único turno, segundo o site Biometric Update, que publicou o caso em 14 de outubro de 2026 com base em reportagens do This Is Reno e do Casino.org.

O que diz a declaração

Aaron Michael Gamino trabalhou na segurança do Peppermill de outubro de 2024 a julho de 2026, e a declaração dele, de 28 de agosto, foi juntada à ação de direitos civis movida por Jason Killinger, preso em 2023 depois que o mesmo sistema o confundiu com um cliente proibido de entrar no cassino, segundo o resumo da reportagem do Casino.org publicado pelo SCCG.

Segundo Gamino, o sistema dava com frequência pontuação de 100% de semelhança a pessoas que claramente não correspondiam às imagens do banco, às vezes sem nenhuma semelhança física, e ele afirmou que isso lhe aconteceu “às vezes 12 vezes num único turno”.

De acordo com o This Is Reno, citado pelo Biometric Update, o ex-segurança diz que até metade dos alertas recebidos nos seus turnos eram falsos positivos, o bastante para virar motivo de piada entre os funcionários, enquanto o diretor de segurança do cassino declarou em juízo que a taxa de falso positivo ficava em torno de 10%.

Gamino também relatou um caso em que uma conferência manual feita sem maior cuidado mostrou que uma coincidência apontada com confiança de 99,7% ou mais era falsa.

Treinamento e pressão para prender

O ex-segurança disse que a equipe recebeu pouco treinamento no sistema, com mudanças frequentes de regras, e que nunca foi orientada a tratar o alerta como pista de investigação em vez de prova de identidade.

Ele afirmou ainda que havia pressão constante para prender as pessoas apontadas pelo sistema mesmo quando elas apresentavam carteira de motorista, passaporte, identidade militar ou cartão de fidelidade do cassino em outro nome, e que o banco de dados do cassino tinha informações erradas que não eram corrigidas.

O caso Killinger

Killinger foi abordado em 17 de setembro de 2023 enquanto jogava no Peppermill, depois que o sistema o identificou como um cliente banido, e mesmo com documento no próprio nome foi preso por invasão pelo policial Richard Jager, da polícia de Reno, e o caso foi arquivado depois que o registro de impressões digitais confirmou quem ele era.

Os advogados de Killinger acusam Jager de fabricar prova e de enganar o magistrado, e o policial nega irregularidades e declarou que nunca tinha visto o sistema do Peppermill fazer uma identificação errada antes.

O cassino fez acordo com Killinger em outra ação e não é réu no processo federal, em que ele pede julgamento antecipado parcial contra Jager e a cidade de Reno, e o Casino.org informou que o Peppermill não respondeu aos pedidos de comentário até a publicação.

Fonte original: Biometric Update, 14.Out.2026.

Marcadores: reconhecimento facial, falso positivo, cassino, Nevada, Estados Unidos.

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