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NEXO CAUSAL
Reconhecimento facial

Polícia de Suffolk, na Inglaterra, volta a usar reconhecimento facial ao vivo em três cidades

Van da polícia com câmeras no teto e o aviso "Live Facial Recognition" (reconhecimento facial ao vivo) estacionada num pátio em Lowestoft, com policiais conversando com o público
Foto: Suffolk Police, conforme Suffolk News

A polícia do condado inglês de Suffolk (Suffolk Constabulary) anunciou em 26 de outubro de 2026 que vai usar de novo o reconhecimento facial ao vivo nos centros de três cidades, Lowestoft, Bury St Edmunds e Ipswich, numa terça, quarta e quinta-feira seguidas da semana seguinte ao anúncio, à procura de pessoas procuradas por crimes graves, segundo o jornal Suffolk News.

Como vai funcionar

A van e o equipamento foram emprestados pela polícia de Bedfordshire, e o sistema compara as imagens ao vivo dos rostos de quem passa com um banco de pessoas procuradas, de modo que quem não está nessa lista de procurados não pode gerar uma coincidência.

O sargento Anthony Welford, do núcleo de prevenção do condado, disse que as imagens de quem não é procurado são apagadas imediatamente e de forma automática, e defendeu a tecnologia como uma ferramenta eficaz para prender criminosos e proteger pessoas vulneráveis.

Ele também disse que as operações são uma oportunidade de conversar com o público e convidou quem tiver dúvidas a procurar os policiais no local, e o comissário de polícia e crime de Suffolk, Tim Passmore, apoiou o plano e afirmou que a tecnologia tem enorme potencial para levar criminosos à Justiça e prevenir crimes.

O que aconteceu nas operações anteriores

Em 27 de agosto de 2026, com uma van emprestada pela polícia de Surrey, a operação em Ipswich funcionou das 10h20 às 13h50 na Tavern Lane e das 13h58 às 16h40 na Upper Brook Street, segundo o site Ipswich.co.uk.

Naquele dia os policiais examinaram 27.531 rostos contra uma lista de 771 pessoas, o sistema gerou cinco alertas e dois deles terminaram em prisão, uma por uma agressão de violência doméstica ainda pendente e outra por descumprimento de uma ordem de prevenção de danos sexuais.

Antes disso, em fevereiro de 2025, um teste de seis horas no Cornhill, em Ipswich, com equipamento emprestado pela polícia de Essex, examinou mais de 47.000 rostos e levou a cinco prisões, por crimes como deixar de comparecer ao tribunal e furto em loja.

Alerta não é identificação

Pelo funcionamento descrito pelo Ipswich.co.uk, a câmera capta os rostos dentro de uma área chamada zona de reconhecimento, o programa converte cada rosto num modelo numérico e o compara com os modelos da lista, gerando uma pontuação de semelhança que só vira alerta quando passa de um limite definido.

O alerta vai para um policial treinado, que avalia o caso e decide se faz a abordagem, e quando não há coincidência o modelo numérico é apagado na hora.

A polícia é obrigada a avisar o público antes de usar a tecnologia por causa da decisão do caso Bridges, em que a Corte de Apelação concluiu em agosto de 2020 que o uso oculto do reconhecimento facial automatizado não respeitava a Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Por isso as placas de aviso ficam fora da zona de reconhecimento, para que a pessoa possa evitar passar por ela, cada operação precisa de autorização por escrito de um oficial graduado, em geral do posto de superintendente para cima, e a lista de procurados deve ser revista antes de cada uso.

Fonte original: Suffolk News, 26.Out.2026.

Marcadores: reconhecimento facial, Inglaterra, polícia, lista de procurados, Reino Unido.

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