Arquiteto e engenheiro são imputados por desprendimento de fachada em Córdoba, Argentina

Um laudo pericial oficial atribuiu o desprendimento de parte do revestimento da fachada de um edifício em Córdoba, na Argentina, a falhas de projeto, de execução e de controle técnico, e a Justiça passou a investigar dois profissionais pelo caso.
O desprendimento de 17 de maio de 2025
O revestimento caiu na fachada Leste do edifício María Reina V, no bulevar San Juan, na altura da quadra 600, no bairro Güemes, e soterrou parte de um bar onde havia cerca de vinte pessoas reunidas, segundo La Voz de San Justo.
A queda matou um homem e deixou feridos, e o número de feridos varia entre as reportagens, de sete a oito.
O que diz o laudo técnico
O laudo pericial oficial foi assinado pelo engenheiro Pedro Huerta Soaje, e concluiu que o desprendimento se deveu a deficiências no projeto, na execução e no controle técnico do muro de revestimento.
O mesmo laudo considerou que as condições climáticas da noite, com vento forte, foram um fator desencadeante, mas não a causa principal do colapso.
Segundo a reportagem, o laudo classifica as falhas como evitáveis com medidas técnicas adequadas, e não como consequência de um evento da natureza.
As imputações
A promotoria imputou por estrago culposo agravado o arquiteto que era diretor técnico da obra e o engenheiro civil encarregado de construir o muro de revestimento.
Segundo a reportagem, a promotoria entendeu que ambos deveriam ter adotado controles e previsões maiores para evitar o desprendimento, e a imputação se refere a imprudência, negligência ou imperícia na execução da obra.
Os dois profissionais ainda seriam ouvidos nas horas seguintes, e a reportagem informa que, se a qualificação legal for mantida, a pena prevista vai de um a cinco anos de prisão.
O caso segue em fase de investigação para determinar responsabilidades, e a reportagem não informa data de julgamento.
Demolição e responsabilidade civil
Três semanas depois do desprendimento, a Municipalidade de Córdoba aprovou o plano de higiene e segurança para a demolição controlada do muro, e a Fiscalía de Instrucción número 10 acompanhou os trabalhos porque parte dos escombros podia ser prova no processo.
O orçamento estimado da demolição passava de 300 milhões de pesos argentinos, e a reportagem diz que a responsabilidade pela obra recaía sobre o condomínio e a empresa contratada.
O que o caso ensina para a perícia
O laudo separou a causa principal, que é de projeto e de execução, do fator climático que apenas desencadeou a queda, e essa distinção é o núcleo da discussão técnica.
Enquanto a Justiça não decidir, a responsabilidade dos profissionais continua sendo uma acusação, e não um fato decidido.
Fonte original: La Voz de San Justo, 09.Abr.2026.
Marcadores: revestimento de fachada, estrago culposo, perícia de fachada, Córdoba, Argentina, responsabilidade técnica.