Laboratório de criminalística dos Carabineros faz perícia em planta de algas destruída por incêndio no sul do Chile

O Laboratório de Criminalística dos Carabineros (Labocar), a polícia nacional do Chile, assumiu por ordem da promotoria local de Calbuco a perícia do incêndio que destruiu armazéns da Gelymar, empresa que processa algas, na tarde de domingo, 25 de outubro de 2026, numa planta à beira da Ruta 5 Sur, na divisa entre Puerto Montt e Calbuco, na região de Los Lagos.
O incêndio
A planta fica no quilômetro 25 da estrada para Pargua, no setor de Puente Gómez, e o fogo atingiu armazéns onde havia material plástico, líquidos, produtos químicos e combustível, segundo informaram as autoridades à BioBioChile.
Funcionários da empresa disseram que o fogo teria começado num armazém onde eram guardados tintas e plásticos, segundo relato do SoyChile reproduzido pelo Diario de Puerto Montt, e as chamas ameaçavam outras instalações com álcool e produtos químicos inflamáveis.
Vídeos gravados por motoristas e moradores mostraram uma coluna de fumaça preta visível a quilômetros de distância e estrondos dentro da planta, e, segundo relatos das equipes de emergência reunidos pelo site En Cancha, o contato do fogo com tanques de combustível e com solventes como o álcool isopropílico provocou uma sequência de deflagrações.
O combate
O comandante do Corpo de Bombeiros de Puerto Montt, Roberto Angulo, disse que o combate reuniu 26 viaturas e cerca de 180 bombeiros de Puerto Montt, Calbuco e Maullín, com caminhões-pipa e a unidade de materiais perigosos, e que no início o fogo estava em fase de queima livre, com propagação iminente para outros armazéns.
Um rio que passa junto à planta evitou falta de água para as bombas, e os bombeiros montaram um comboio de caminhões-pipa para abastecer os reservatórios de ataque, o que permitiu circunscrever o fogo, que, pela avaliação preliminar, atingiu quatro ou cinco armazéns do complexo.
O prefeito de Calbuco tratou o caso como uma emergência química e informou que os bombeiros passaram da estratégia de ataque para a defensiva em relação aos tanques de combustível e de armazenamento, enquanto a Ruta 5 Sur ficou interditada perto do acesso a Calbuco e só foi totalmente liberada na manhã de segunda-feira, 26 de outubro de 2026.
O diretor regional do Senapred, o serviço nacional de prevenção e resposta a desastres, Mitzio Riquelme, informou que foi acionada a unidade de planejamento para materiais perigosos e que, pela baixa densidade populacional da área e pela coluna de fumaça alta e bem ventilada, não havia risco para a população naquele momento, embora nada pudesse ser descartado.
Segundo Jorge Rivero, subgerente de pessoas da Gelymar, cerca de 35 pessoas estavam na planta quando o fogo começou e todas saíram sem ferimentos, e a empresa, que trabalha com carragena, suspendeu as atividades e disse que a causa ainda era desconhecida.
A perícia
O tenente Manuel Angulo, chefe do Labocar, disse que a equipe trabalha num “cenário de alta complexidade, pelo nível de destruição da estrutura e pela possível presença de materiais perigosos”, fatores que exigem medidas extremas de segurança e procedimentos especializados para a perícia, segundo a Radio Sago.
A prefeitura de Calbuco também acionou o seu departamento de meio ambiente para avaliar possíveis impactos ecológicos da fumaça, e a remoção de escombros e o resfriamento da área deviam continuar até a extinção total do fogo e a apuração da origem das chamas.
Fonte original: BioBioChile, 25.Out.2026.
Marcadores: incêndio industrial, produtos perigosos, perícia de incêndio, Labocar, Chile.