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NEXO CAUSAL
Reconhecimento facial

Austrália Ocidental divulga três meses de reconhecimento facial ao vivo, com 79 prisões e 8 alertas incorretos

Praça vazia ao entardecer, com um poste alto de câmera de vigilância no centro e paredes lisas ao redor
Imagem ilustrativa gerada por IA

A Polícia da Austrália Ocidental (Western Australia Police Force) usa desde 22 de junho de 2026 um sistema de reconhecimento facial ao vivo chamado Overt Live Facial Recognition (OLFR), que funciona de forma ostensiva, e divulgou em setembro os números dos três primeiros meses da operação.

Como o sistema trata as imagens

Segundo a própria corporação, o sistema compara as imagens captadas com uma lista de alertas formada por pessoas procuradas por crimes graves ou que representam risco para si mesmas ou para a comunidade.

As imagens de quem não está nessa lista são pixelizadas automaticamente em tempo real, e, de acordo com a nota, esses dados não são salvos nem registrados.

Os números oficiais

Nos três primeiros meses, a tecnologia varreu 905.117 rostos em 77 implantações feitas em 36 locais, tanto em regiões metropolitanas quanto no interior do estado.

O sistema gerou 209 alertas, e oito deles foram incorretos, o que a polícia apresenta como uma taxa de 0,0009%.

Ao todo, houve 79 prisões, e 36 delas se referiam a mandados em aberto.

Além disso, 114 pessoas do registro de condenados por crimes sexuais foram identificadas por alertas e abordadas pelos policiais.

Outras oito pessoas foram identificadas para checagem de bem-estar.

Casos citados pela polícia

A nota descreve um homem que faltou a uma audiência, teve o mandado expedido e foi detectado pelo sistema no centro de Perth em 8 de julho de 2026, sendo preso por quebra de fiança.

Outro caso envolve uma mulher detectada em 15 de julho de 2026 em um estacionamento de shopping em East Victoria Park, presa por um mandado que estava em aberto havia 426 dias.

Implantação no interior

A primeira implantação regional ocorreu em Geraldton, entre 11 e 12 de setembro de 2026, e gerou seis alertas, que resultaram em uma prisão e em três abordagens a pessoas do registro de condenados por crimes sexuais.

A polícia afirma que esses resultados vieram junto com trabalho policial direcionado, e atribui a esse conjunto outras duas prisões, uma intimação, seis notificações de afastamento e uma infração.

O que os números não dizem

Os dados são apresentados pela própria corporação, e a nota não traz a metodologia usada para conferir os alertas nem uma avaliação feita por terceiros.

Por isso, a taxa de erro informada vale como dado da polícia, e não como medida independente da precisão do sistema.

Para a perícia, o ponto que a nota não esclarece é como cada alerta foi conferido por uma pessoa antes da abordagem.

Fonte original: Western Australia Police Force, 22.Set.2026.

Marcadores: reconhecimento facial, Austrália Ocidental, vigilância policial, alerta incorreto, mandado de prisão.

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