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NEXO CAUSAL
Reconhecimento facial

ACLU e Innocence Project entram em ação contra a polícia de Reno por prisão baseada no reconhecimento facial de um cassino

Ilustração de uma sala de tribunal vazia, com bancos de madeira e luzes no teto
Imagem ilustrativa gerada por IA

A organização de direitos civis ACLU e o Innocence Project entraram na ação que Jason Killinger move contra a polícia de Reno, no estado americano de Nevada, e contra o policial que o prendeu em 2023 com base num alerta do reconhecimento facial ao vivo do cassino Peppermill, um sistema operado por empresa privada, segundo o site Biometric Update em 24 de setembro de 2026.

A prisão

Em setembro de 2023 a segurança do cassino cercou Killinger, levou-o para a sala de segurança e o reteve até a chegada de um policial, porque o sistema de câmeras apontou que ele podia ser outro homem, proibido de entrar no local, segundo a página do caso mantida pela ACLU.

Killinger mostrou a carteira de motorista válida, emitida no padrão federal Real ID, mas o policial Richard Jager, novato na polícia de Reno, concluiu que o reconhecimento facial estava certo e que o documento devia ser falso, em parte porque a altura de Killinger diferia em cerca de 2” (5,08cm) da que constava na carteira.

Depois que ele foi levado para a cadeia, uma consulta às impressões digitais confirmou que ele era quem dizia ser, e a investigação feita depois por um detetive concluiu que o reconhecimento facial do cassino estava errado.

A prática da polícia e a falta de treinamento

Jager disse que prendeu Killinger com base no alerta do cassino como já tinha feito até centenas de vezes, seguindo a orientação da polícia de Reno, e a ação ajuizada em 2026, segundo o Biometric Update, sustenta que a falta de treinamento dos policiais no uso do reconhecimento facial pode ter levado a milhares de prisões ilegais.

Num documento de 9 de setembro de 2026, os advogados de Killinger afirmam que funcionários do Peppermill levavam cidadãos à Justiça criminal sem supervisão da polícia e que isso envolvia quase 1.000 pessoas por ano, segundo registros do cassino obtidos por intimação.

A ex-chefe de polícia de Reno Kathryn Nance, afastada do cargo por outro motivo, chegou a dizer que não era essencial treinar os policiais no programa biométrico.

O que dizem os amigos da corte

A juíza federal Miranda Du já autorizou a participação das duas organizações, que pedem para apresentar um parecer como amigos da corte (amicus curiae) a favor de uma decisão contra a cidade e o policial, segundo o jornal Reno Gazette Journal.

No parecer, as duas organizações pedem que o tribunal declare que a polícia não tinha causa provável para a prisão, porque o reconhecimento facial não é confiável por natureza, e que a cidade responda pelo erro, já que o risco de os policiais confiarem demais na tecnologia era evidente e previsível.

Segundo o Biometric Update de 14 de outubro de 2026, o parecer lembra que a pontuação de semelhança mede o grau de parecença entre dois rostos e não a probabilidade de se tratar da mesma pessoa, que a revisão humana acrescenta mais risco de erro e que no caso de Killinger “a confirmação necessária faltou por completo”.

O mesmo site informa, com base em reportagem do This Is Reno, que registros do processo mostram que uma detetive recebeu ordem de não escrever relatório sobre sua conclusão de que a prisão foi indevida, e que a detetive Monique Sheahan viu as imagens da câmera corporal do homem que tinha recebido a notificação de proibição e constatou que ele e Killinger são pessoas diferentes.

Os advogados de Killinger pediram à juíza julgamento antecipado parcial para declarar a cidade responsável, e a cidade de Reno pediu mais prazo para analisar o parecer das organizações por causa do tamanho do documento.

Fonte original: Biometric Update, 24.Set.2026.

Marcadores: reconhecimento facial, prisão indevida, causa provável, Nevada, Estados Unidos.

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